sábado, 16 de junho de 2012

Paulistanos consomem menos alimentos que deveriam, diz pesquisa


Os paulistanos estão comendo mal, indica pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. De uma amostra de 725 pessoas, em média, 95% consomem menos frutas e sucos que o recomendado pelo Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde. Os números são preocupantes também para o grupo “cereais, tubérculos, raízes e derivados”, com 88%. Mas o pior índice está em “leite e derivados”, em falta na dieta de 100% da amostra avaliada.
Adolescentes consomem três vezes menos frutas, legumes e verduras que idosos

Adolescentes consomem três vezes menos frutas, legumes e verduras que idosos

Os adolescentes são o grupo com maior defasagem. Eles consomem três vezes menos frutas, legumes e verduras que os idosos. “Essa é uma fase da vida em que os hábitos alimentares ainda estão em formação. Quer dizer que, no futuro, os jovens podem tornar-se adultos com propensões a desenvolver doenças crônicas”, alerta o nutricionista Eliseu Verly Junior, responsável pelo estudo que integrou sua tese de doutorado, orientada pela professora Dirce Maria Lobo Marchioni. Verly utilizou a amostra obtida por meio do Inquérito de Saúde (ISA) de 2008, no município de São Paulo.

O Guia Alimentar para a População Brasileira mostra as porções recomendadas de grupos de alimentos que se deve consumir diariamente para reduzir o risco de doenças crônicas não-transmissíveis, como as cardiovasculares e o câncer. Entre as fontes, estão relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS), feitos com base em pesquisas da área de nutrição e saúde realizadas no mundo tudo.

Além dos já mencionados, 83% da população ingere menos açúcares e doces do que deveria. Para legumes e verduras, o número é de 72%. Feijões, 43%. Estão mais próximos do adequado carnes e ovos, com 11%.

Na análise por renda e escolaridade, notou-se uma diferença grande apenas em legumes e verduras. Entre os mais pobres com menor escolaridade, 92% consumiam menos que o recomendado, enquanto a ocorrência é de 54% entre os mais ricos.
Em relação ao sexo, foi observada uma maior proporção de homens que não atingem a recomendação dos grupos de “frutas e sucos naturais” e “verduras e legumes”, em comparação as mulheres.

Método
O levantamento do consumo de grupos de alimentos pela população enfrenta um problema. Suponhamos que alguns participantes da pesquisa sejam consumidores habituais de banana. No entanto, por alguma razão, durante o período da coleta de dados, não ingeriram a fruta em nenhum dia. Nos resultados, constaria consumo igual a zero para esta parcela da amostra, o que é falso.

Para evitar esse problema, Verly utilizou-se de um método recente de análise, desenvolvido pelo National Cancer Institute, nos Estados Unidos. Em vez de coletar o consumo de alimentos de uma determinada pessoa por um longo período, é calculada a variação do dia-a-dia, com base em dados de um tempo mais curto de coleta. Assim o método corrige os dados de consumo desta parcela da amostra, atribuindo-lhe um consumo estimado semelhante ao que seria obtido caso o período da coleta fosse mais extenso.

“São dados mais precisos que os de antes. Assim, facilita para as autoridades tomarem medidas de prevenção com base em números mais próximos da realidade”, diz o pesquisador, que é agora também professor do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Mais informações: verlyjr@ims.uerj.br , com Eliseu Verly Junior

Fonte: Agencia USP

quarta-feira, 13 de junho de 2012

BRASIL COMEMORA 25 ANOS DE IMPLANTES DENTÁRIOS

Evento internacional será realizado em São Paulo, em 14 de junho, para comemorar a data

Cada vez menos doloridos e mais comuns, os implantes dentários já fizeram muitos pacientes voltarem a sorrir. Há 25 anos,  o cirurgião dentista Julio Sá Ferreira retornava dos Estados Unidos para realizar no Brasil, pela primeira vez, um implante dentário de ossointegração. Sob anestesia geral, o paciente recebeu seis implantes, em um procedimento que demorou cinco horas e foi realizado num centro cirúrgico hospitalar.
Muitos foram os avanços ocorridos desde então. Hoje, milhões de pessoas já foram beneficiadas com a maravilhosa oportunidade de uma "terceira dentição". Novas técnicas cirúrgicas, grandes modificações no design dos implantes e inovações para aumentar a aderência das células ósseas e a fixação foram alguns dos avanços, até o surgimento de novos materiais.
A ultima novidade em implantes dentários são os biomateriais uma nova bioengenharia que está sendo usada para criar ossos em menor tempo .
O médico francês Joseph Choukroun desenvolveu uma técnica inovadora que  usa o sangue do próprio paciente para preparar o biomaterial, encarregado da atração e multiplicação de  células-tronco, resultando em uma regeneração do tecido ósseo.
Essa é uma das grandes novidades do X Encontro Internacional da Academia Brasileira de Osseointegração, que será realizado de 14 a 16 de junho, em São Paulo. O destaque do evento é o uso de novos biomateriais para a reconstrução dos ossos da boca.

Agenda

X Encontro Internacional da Academia Brasileira de Osseointegração
Data: 14 a 16 de junho de 2012
Local: Auditório Elis Regina - Anhembi – SP (Avenida Olavo Fontoura, 1209, Anhembi Parque, Santana – SP)
Horário: 8h30 às 19h

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Crianças na mesa de operação com a boca cheia de cáries


Direto do MSN / The New York Times

Seattle - Em fevereiro, na ala cirúrgica do Centro de Odontopediatria do Hospital Infantil de Seattle, Devon Koester, de dois anos e meio, estava deitado no colo de sua mãe enquanto um anestesista segurava uma máscara com cheiro de chiclete sobre seu rosto, para colocá-lo para dormir. Os profissionais em seguida tiraram um raio X que mostrava que 11 de seus 20 dentes de leite tinham cáries. Em seguida, seu odontopediatra extraiu dois dentes incisivos, realizou um tratamento de canal em um molar e fez obturações e coroas nos demais.
A mãe de Devon, Melody Koester, uma dona de casa de Stanwood, Washington, e seu marido Matthew, gerente de tecnologia da informação, disseram que só começaram a se preocupar com a escovação dos dentes de Devon depois que a mãe notou que eles estavam descoloridos, quando ele tinha 18 meses de idade.
"Eu tinha muitas coisas na cabeça, e escovar os dentes dele era uma coisa em que eu não pensava à noite", afirmou.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Mais R$ 1,9 bilhão para fortalecer atenção básica

O Ministério da Saúde garantiu R$ 1,9 bilhão a mais no orçamento deste ano para investimentos na Atenção Básica. O recurso foi pactuado nesta quinta-feira (23) durante a segunda reunião ordinária deste ano da Comissão Intergestores Tripartite, que reúne representantes da gestão federal, estadual e municipal do Sistema Único de Saúde. Os recursos adicionais começam a ser transferidos para os municípios a partir do próximo mês, correspondendo a um reajuste de 14,3% nas partes fixa e variável do Piso de Atenção Básica (PAB).
Com este incremento financeiro, as secretarias municipais de saúde poderão investir em estruturação, construção e ampliação de Unidades Básicas de Saúde.Ao assegurar o novo recurso para a Atenção Básica, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que o investimento vai ajudar a diminuir a diferença entre as grandes cidades e os municípios menores na assistência à população. “Com mais estes recursos, toda a população brasileira ganha mais saúde. Principalmente as que mais necessitam”, afirma o ministro.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

66% das crianças brasileiras sofrem com cáries

Apesar do índice ainda ser considerado alto, o Brasil registrou avanços nos últimos anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país saiu da condição de média incidência de cárie, em 2003, para baixa incidência em 2010. Ainda de acordo com a classificação, o índice indicado para cada país deve estar entre 1,2 e 2,6 dentes cariados por crianças. O Brasil já conseguiu atingir a média de 2,1. Esse avanço ainda está longe da média dos países desenvolvido, mas já registramos boas melhoras. Exemplo disso são algumas cidades brasileiras em que o índice está abaixo da média nacional, como é o caso de Curitiba que registrou 1,53.
As cáries são lesões no esmalte dentário causados pela ação de bactérias na boca. O desenvolvimento geralmente ocorre pelo consumo em excesso de açúcar e, principalmente, pela má higienização bucal. Os pais nem sempre percebem, mas na rotina acabam incentivando a criança a consumir alimentos que podem auxiliar no desenvolvimento da doença como oferecer mamadeiras, leite ou achocolatado antes de dormir, mesmo que a criança já tenha feito a escovação.
Alguns alimentos, por mais atrativos que sejam para os pequenos, devem ser consumidos com cautela. As crianças adoram refrigerantes, bolachas recheadas, salgadinhos e doces, mas essas guloseimas propiciam a aderência de placa bacteriana e deixam o PH da saliva mais ácido, o que pode ocasionar o aparecimento de cáries. Por isso, além de evitá-los, o ideal é sempre incentivar a criança a escovar os dentes.
A principal causa do índice de cáries no país é a falta de informação em muitas regiões. Muitos pais não sabem que os filhos devem fazer consultas periódicas ao dentista e manter hábitos saudáveis de higiene bucal, como o uso diário do fio dental. Isso acontece por falta de acesso ao tratamento odontológico e orientação correta.